sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Vingadores, Perseguidores, Verdugos



Vingadores, Perseguidores, Verdugos 

Entramos agora em casos mais complexos, onde às vezes os erros se iniciaram há muito tempo atrás.

Quando uma equipe espiritual é chamada para o auxílio ao grupo de espíritos envolvido, o caso é estudado detalhamente, buscando entender a origem dos problemas e as possibilidades de ajuda para todos os participantes, que provavelmente terão que compartilhar exper

iências de perdão e amor em encarnações posteriores.

Vamos por partes para entender o problema...


Início

Em uma vida anterior um espírito ainda animalizado se aproveitou de outro que estava em situação desvantajosa, como por exemplo:

- Um senhor e seu escravo.

- Um homem arrasou a vida de uma mulher, explorando seus sentimentos nobres.

- Um amigo que se aproveitou da amizade para seduzir sua mulher e roubar-lhe os bens através de assassinato ou traição.

- Um amigo ou inimigo invejoso que destruiu sua vida com calúnias.

- Assassinato por roubo ou por poder.

- Um filho que assassinou o pai para se apropriar dos bens, ou, que após a morte dos pais destruiu a vida dos irmãos para ser o único herdeiro.

- Etc.

A situação em si não importa e NÃO DEVEMOS BUSCAR O ERRO COMETIDO, já que muitas vezes não estamos preparados para ouvi-los. Não peça para saber o que fez, de que isso adiantaria?? Se for da vontade de Deus que conheça os teus erros pode deixar que de uma forma ou outra você terá acesso.

O mais importante é entender como tudo começou, uma ou mais pessoas foram prejudicadas, ocorrendo ou não assassínio.

A partir desse momento você gerou uma dívida Karmica com aquela(s) pessoa(s) e com você, essas são as conseqüências da sua ação.

A partir daí podem acontecer duas coisas:

1. O espírito prejudicado é um irmão de luz, que te perdoou e seguiu o seu caminho.

2. O espírito não te perdoou, e vai ficar atrás de você. Utilizando a brecha criada pelo erro cometido ele se aproxima para se vingar.É importante tecer comentários sobre o remorso do encarnado, seja consciente ou não. As almas ainda animalizadas possuem pouca sensibilidade para as vibrações superiores, por isso sentem muito pouco remorso, já as almas um pouco mais evoluídas não conseguem fugir a lembrança do erro cometido. 
O importante é saber que a Centelha Divina, o seu EU imortal, o seu Espírito sabe do erro e se ressente disso e não se sentirá em paz até que esteja “quite” com o prejudicado e com as Leis Divinas.


A Execução

Temos uma variedade enorme de opções para vingança do desencarnado, que pode freqüentar as chamadas "escolas de obsessão" do astral inferior, se ligar a grupos especializados em obsessão ou pode fazer tudo pelas próprias mãos, aprendendo com o tempo como prejudicar o seu adversário.

A intercessão por parte dos espíritos superiores é difícil no início de todo esse processo, já que por própria escolha o espírito decidiu prejudicar outro. Muitas vezes somente após várias vidas de sofrimento e angústia vividas por ambas as partes é que pode ocorrer uma interrupção, muitas vezes solicitada por parentes ou amigos das vítimas.

Para executar o seus planos sórdidos, o desencarnado busca prejudicar e influenciar todos que podem, inclusive familiares, filhos, cônjuges, para tornar a vida do seu "alvo" um inferno. 
Desequilibrado emocionalmente, o obsediado se torna uma presa mais fácil, a partir daí o obsessor não larga mais sua presa. Somente uma mudança interior radical (muito difícil sem ajuda) ou uma ajuda externa, de encarnados ou desencarnados poderá modificar a situação.

Se vocês pensam que o obsessor nesses casos se satisfaz somente com atormentar sua vítima até o fim de sua vida está muito enganado, a melhor parte os espera depois do desencarne, onde eles poderão agir sem o alívio do corpo físico, que reduz o impacto das suas investidas.

É um quadro triste e doloroso, que muitas vezes leva o espírito a tal nível de deterioração que seu corpo astral perde a forma, tornando-se o conhecido ovóide.

Existe um complicador muito sério nesses tipos de obsessão, o verdugo só possui o corpo astral, ou seja, o corpo das emoções, seu desequilíbrio gerado pela raiva, ódio e desejo de vingança torna-o um louco inconseqüente, ele não consegue controlar os seus sentimentos. Muitas vezes ele está tão cego que não consegue enxergar que ele está se tornando igual ou pior ao que ele culpa pela sua decadência.


O Desfecho

O desfecho desse tipo de obsessão não é o final, e sim um novo começo.

Deus atrairá os espíritos envolvidos nesses conflitos várias vezes, na tentativa de que eles se perdoem e que juntos cresçam, o problema é que a cada vida eles pioram sua situação (geralmente, não podemos radicalizar), contrariando mais dívidas e alimentando ainda mais os sentimentos negativos.

Em algum momento ocorre uma intercessão, alguém solicita ajuda para esses espíritos, caso os mentores espirituais assinalem a oportunidade de reerguimento é destacado um grupo de especialistas em obsessão para ajudá-los.

Os instrutores responsáveis se desdobrarão para levar os dois espíritos que se encontram no mesmo plano (ambos desencarnados) ou em planos diferentes (um encarnado e outro desencarnado) a um entendimento.

Os objetivos geralmente são:

- O prejudicado aceitar o perdão daquele que errou, ou seja, pare de obsediá-lo por livre escolha.

- O espírito que está obsediado entenda o erro que cometeu e faça de tudo para ajudar o reerguimento daquele que ele mesmo contribuiu para decadência. Geralmente o espírito encarnará como filho, dependente, irmão, ou qualquer outro vinculo que os façam conviver e aprenderem a se amar.

Vemos então que neste tipo de obsessão o desfecho é um novo dia para os envolvidos..
Novamente caberá a eles se renovarem, podendo novamente cair... é o livre-arbítrio, cada um pode fazer a sua escolha.


O tratamento

O tratamento exige muita, muita, muita paciência, compreensão, fé, exemplo e perdão, além do envolvimento de equipes espirituais especializadas. Em alguns casos é necessário realizar a desobsessão em um centro espírita, através da ligação do obsessor a um médium.

Lembramos também que muitas vezes o obsessor não está sozinho, pode estar acompanhado de um grupo, tornando a tarefa ainda mais difícil. Não estamos querendo dizer que é impossível, visto que nada é impossível para Deus, no entanto, é imprescindível explicar porque em alguns casos a melhora demora tanto.





Legiões de Obsessores

Podemos incluir nesse grupo as colônias espirituais do Astral Inferior que se especializam nas práticas de obsessão, fascinação, subjugação, possessão, vampirismo e hipnose das vítimas encarnadas e até desencarnadas.

Essas colônias são governadas por espíritos com alto poder intelectual e grandes conhecimentos espirituais, mas totalmente falidos no amor ao próximo e a Deus. Muitos foram personagens famosos, que brilharam em setores diferentes da vida, mas que sempre erraram e prejudicaram as coletividades. Existem na maioria das colônias desse tipo os chamados Magos Negros, espíritos que tiveram acesso a grande quantidade de informações espirituais pois foram “iniciados” por Mestres, no entanto se perderam totalmente no caminho da luz.

Não temos como escrever pormenores das tarefas executadas por esses grupos, contudo, faremos o possível para criar uma lista que mostre seus principais objetivos:

- Vampirizar encarnados para extrair sua vitalidade.

- Hipnotizar e influenciar encarnados que sejam suscetíveis aos seus pensamentos. Estimular ao erro irmãos que ainda possuem fragilidades nas diversas áreas de evolução (vícios, síndromes, medo, etc).

- Atuam algumas vezes vinculados a médiuns mercenários, realizando ”serviços espirituais” em troca de favores.

- Formam escolas para ensinar os desencarnados vingativos a melhor forma de executar o seu plano de vingança.

- Fazem o possível para “destruir” os templos dedicados ao amor e auxílio do próximo, sejam eles de qualquer religião ou filosofia. Destruir nesse caso significa desvirtuar os responsáveis ou participantes da obra de caridade e amor ao próximo.

- Fazem "julgamentos" de espíritos que prejudicaram outros na Terra. Muitos se acham no direito de JULGAR os que erram, realizando reuniões e sentenciando os que erraram e não possuem merecimento para ajuda de espíritos superiores. 
Em vários livros encontramos reuniões de julgamento onde o espírito culpado é desfigurado, tomando formas disformes ou de animais, através do fenómeno que conhecemos como ideoplastia do corpo astral (o corpo astral é maleável e pode assumir formas diferentes)

- Estudam meticulosamente grupos ou instituições que buscam o auxílio e evolução do próximo. Buscando sempre encontrar falhas nos participantes para evitar que os seus “pupilos” sejam levados para outro caminho. O seu principal alvo são os centros espíritas e templos de Umbanda, principalmente os grupos que realizam reuniões de desobsessão.

Que seja dita uma verdade sobre as legiões de obsessores, ou você está com eles ou está contra eles.

Se você está com eles então você é obsediado, vampirizado, influenciado para vibrar negativamente e é levado por eles durante o sono físico para lugares não muito agradáveis, onde eles fazem o possível para estimular os vícios, fraquezas e condutas que contrariam os ensinamentos do Cristo.

Se você está contra eles é porque você faz o bem, ora, freqüenta grupos de caridade, de auxílio, etc. Eles espreitam o caminho dos seguidores do Cristo, esperando a oportunidade de atuarem, pois enquanto o espírito estiver equilibrado eles não podem influenciá-lo, contudo, sabemos da nossa instabilidade e por isso a vigilância para os que buscam se libertar deve ser REDOBRADA. Ao primeiro sinal de fraqueza eles aparecem, buscando sempre retirá-lo do caminho.

Pela conduta e exemplo das pessoas de bem, que vivem os ensinamentos do Cristo, muitos espíritos obsessores se transformam e você contribui directamente para a melhora vibratória de nosso planeta, com isso atrapalha os planos estabelecidos pelos espíritos das trevas, que se alimentam e ficam a vontade com as emanações degradantes dos encarnados irresponsáveis.

Quando você se destaca no trabalho espiritual, muitas vezes passará por experiências desconcertantes junto a esses espíritos. Pode acontecer de você ser chamado para conversar ou no ponto de vista deles "acertar contas". Vamos dizer que é o caminho inverso do que vimos nos obsediados, o espírito se aproxima, para tentar infundir medo, receio ou até criar a falsa idéia de que "se um espírito obsessor falou com você é porque você se encontra desequilibrado".

Isso tudo é normal, vivemos hoje um momento de transformação, os irmãos de amor se unem para elevar o padrão vibratório do planeta, isso gera uma reação nos que buscam envolver a Terra em trevas. Não tenhamos medo, porque aquele que segue Jesus, o Cristo, nada deve temer. Os espíritos amigos estão sempre próximos, aconselhando, protegendo, fazendo tudo que está ao seu alcance e lhes é permitido.

Se você é um guerreiro do amor e luta pelo bem da humanidade, nada deve temer.

As legiões de obsessores perdem aos poucos seus legionários, que acabam cansando de tanta miséria moral e exploração de espíritos encarnados e desencarnados.

Não alcançando a felicidade eles acabam sucumbindo em algum momento, seja pelo exemplo dos obreiros do bem ou pela intervenção de um espírito superior.

Já os responsáveis por essas colônias são mais difíceis de auxíliar, de tempos em tempos eles recebem a oportunidade de mudança, sempre através de grupos especializados.

O tratamento para o paciente vítimas desses grupos é também de nível complexo, muitas vezes a obsessão se encontra em estágio avançado, não sendo possível o desligamento do obsessor de forma imediata.

O obsediado deve iniciar um processo de transformação interior, para que ele e os obsessores sejam auxiliados, somente com o tempo e a perseverança os envolvidos serão libertados, sendo o obsediado equilibrado e os obsessores levados para Colónias ou Postos de Socorro.

Sobre essa tema retiramos um trecho interessante do livro A Vida Além da Sepultura, de Hercílio Maes, pelo espírito Ramatis:

" Os comandos das trevas realizam estudos minuciosos sobre as tendências prejudiciais humanas, pesquisando as vontades fracas e procurando os escravos dos preconceitos e convenções mundanas, para depois vampirizá-los em sua vitalidade psíquica....
Assim não lhes custa muito descobrir um desejo mais vigoroso ou imprudente, que possa servir como um "detonador psíquico" procurado para a concretização dos seus objetivos sombrios. Esse desejo muitas vezes palpita como um ideal oculto no âmago da futura vítima, podendo ser uma ansiedade permanente por algum objetivo de auto-exaltação perigosa na esfera social, política ou no comando da vida, disfarçando talvez uma vaidade exuberante ou orgulho implacável....
Os magos das sombras procuram conhecer o tipo do predominante desejo de cada criatura e a probabilidade de lhes servir como ponto de apoio para suas maquinações diabólicas ou desforras cruéis;
... assim como lhe proporcionam toda sorte de oportunidades e contatos com outras criaturas que possam atuar na mesma faixa vibratória e superexcitar aquele desejo oculto, até conseguirem a sua eclosão no mundo exterior.
A vítima vai despertando lentamente ao tomar conhecimento de sua excitação íntima que, embora vaga, é uma força condutora tentando orientar-lhe os passos para algum ideal, realização ou programa absolutamente afim a sua índole....
Quando o espírito já alimenta propósitos melhores na atual existência, mas ainda é alvo do interesse das sombras – para que não repila com veemência o seu "desejo central", que pode se chocar com a moral já condicionada aos seus projetos – os obsessores buscam enfraquecer-lhe as defesas, criando ensejos de gozos e facilidades, que de início não passam de atrações algo inofensivas e, quando muito, leves pecadinhos comuns a toda a humanidade.
E assim armam perigosa equação do seu senso psicológico comum, abrindo-lhe brechas cada vez maiores e que a criatura subestima porque a sutileza e capacidade do invisível não a deixam aquilatar a proporção do prejuízo ético e aviltamento moral que pesa sobre os seus hipnotizados. É o caso de certas criaturas que iniciam inocente jogatina no lar, sem interesse utilitarista ou intenção subversiva, mas gradativamente se condicionam ao vício, sem se aperceber disso. De um simples "passatempo" inofensivo e enquadrado na moral das criaturas, nasce a paixão viciosa pela ilusão...."

Vampiros do Vício



Vampiros do Vício
Os vampiros do vício são almas extremamente torturadas pelo vício que não conseguiram superar após a morte, seja ele fumo, álcool, sexo, drogas, etc.

Como não possuem mais o corpo físico, eles utilizam os encarnados viciados, "acoplando-se" a eles em simbioses energéticas, onde absorvem parcialmente as emanações etéricas e astrais do vício degradante executado pelo encarnado.


Esses obsessores só deixam a vítima quando ela já não serve mais para o seu vício. Fazem de tudo para que ela não largue a sua rotina de desregramento, não tendo a menor compaixão pelas conseqüências físicas, emocionais e espirituais geradas a médio e longo prazo.

Os obsessores se acham donos do seu "caneco espiritual" e não é incomum mais de um obsessor se utilizar do viciado, o grupo porém é restrito.

O encarnado muitas vezes deseja sinceramente largar o vício, mas tem que lutar duas batalhas, uma contra si e outra contra os obsessores, que através das ligações fluídicas já consolidadas, estimulam o viciado.

Os obsessores não se utilizam somente de estímulos internos para o vício, também é comum eles atrapalharem a vida da sua vítima para irritá-lo, desarmonizando-o e com isso estimulando o seu vício, fazendo parecer a única coisa que vale a pena, pois todo o resto dá errado.

Em A Vida Além da Matéria, Hercílio Maes pelo Espírito Ramatís encontramos o seguinte trecho:
"Os espíritos malfeitores, desencarnados, por lhes faltar o corpo físico, vivem sempre acicatados pelos desejos inferiores da matéria, os quais não podem ser saciados no Mundo Astral. Então, procuram saciar-se de seus vícios e desregramentos buscando apoderar-se de criaturas desprotegidas, a fim de transformarem-nas em verdadeiras “ponte-vivas” e assim conseguirem o meio de se fartar nos seus desejos mórbidos e desregrados. Utilizando processos e ciladas diabólicas, eles esgotam a vitalidade das infelizes criaturas que imprudentemente lhes caem sob o jugo satânico.... A energia do Mundo Astral é vigoroso multiplicador da freqüência vibratória do perispírito liberto da carne. Por isso, enquanto as almas elevadas centuplicam suas emoções dignas e mais se elevam aos planos angélicos, os espíritos inferiores sentem os seus desejos torpes ainda mais superexcitados..."

No Mundo Maior, Chico Chavier, pelo espírito André Luiz
"Antídio, doente e desventurado, a despeito das condições precárias, reclamava um copinho, sempre mais um copinho, que um rapaz de serviço trazia, obediente. Tremiam-lhe os membros, denunciando-lhe o abatimento. Álgido suor lhe escorria da fronte e, de vez em quando, desferia gritos de terror selvagem. Em derredor, quatro entidades embrutecidas submetiam-no aos seus desejos. Empolgavam-lhe a organização fisiológica, alternadamente, uma a uma, revezando-se para experimentar a absorção das emanações alcoólicas, no que sentiam singular prazer. Apossavam-se particularmente da "estrada gástrica", inalando a bebida a volatilizar-se da cárdia ao piloro.
A cena infundia angústia e assombro.
Estaríamos diante de um homem embriagado ou de uma taça viva, cujo conteúdo sorviam gênios satânicos do vicio?
O infortunado Antídio trazia o estômago atestado de liquido e a cabeça turva de vapores.
Semidesligado do organismo denso pela atuação anestesiante do tóxico, passou a identificar-se mais intimamente com as entidades que o per seguiam.
Os quatro infelizes desencarnados, a seu turno, tinham a mente invadida por visões terrificantes do sepulcro que haviam atravessado como dipsomanlacos. Sedentos, aflitos, traziam consigo imagens espectrais de víboras e morcegos dos lugares sombrios onde haviam estacionado.
Entrando em sintonia magnética com o psiquismo desequilibrado dos vampiros, o ébrio começou a rogar, estentôreamente:
- Salve-me! salve-me, por amor de Deus!
E indicando as paredes próximas, bradava sob a impressão de indefinível pavor:
- Oh! os morcegos!... os morcegos! afugentem-nos, detenham-nos...! Piedade! quem me livrará! Socorro! Socorro!...
Dois senhores, também obnubilados pelo vinho, aproximaram-se, espantados. Um deles, porém, tranquilizou o outro, dizendo:
- Nada de mais. É o Antídio, de novo. Os acessos voltaram. Deixemo-lo em paz.
Enquanto isso, o desditoso ébrio continuava bradando:
- Ai! ai! uma cobra... aperta-me, sufoca-me... Que será de mim? Socorro!
As entidades perturbadoras timbravam nas atitudes sarcásticas; gargalhavam de maneira sinistra. Ouvia-as o infeliz, a lhe ecoarem no fundo do ser, e gritava, tentando investir, embora cambaleante, os algozes invisíveis: "

Nos Domínios da Mediunidade – Capitulo 15 – Forças Viciadas
" Achava-se o pobre amigo abraçado por uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse.
Num átimo, reparamos que a bebedeira alcançava os dois, porqüanto se justapunham completamente um ao outro, exibindo as mesmas perturbações.
...
Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.
Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.
Indicando-as, informou o orientador:
- Muitos de nossos irmãos, que já se desvencilharam do vaso carnal, se apegam com tamanho desvario às sensações da experiência física, que se cosem àqueles nossos amigos terrestres temporariamente desequilibrados nos desagradáveis costumes por que se deixam influenciar.
- Mas por que mergulhar, dessa forma, em prazeres dessa espécie?
- Hilário - disse o Assistente, bondoso -, o que a vida começou, a morte continua... Esses nossos companheiros situaram a mente nos apetites mais baixos do mundo, alimentando-se com um tipo de emoções que os localiza na vizinhança da animalidade. Não obstante haverem freqüentado santuários religiosos, não se preocuparam em atender aos princípios da fé que abraçaram, acreditando que a existência devia ser para eles o culto de satisfações menos dignas, com a exaltação dos mais astuciosos e dos mais fortes. O chamamento da morte encontrou-os na esfera de impressões delituosas e escuras e, como é da Lei que cada alma receba da vida de conformidade com aquilo que dá, não encontram interesse senão nos lugares onde podem nutrir as ilusões que lhes são peculiares, porqüanto, na posição em que se vêem, temem a verdade e abominam-na, procedendo como a coruja que foge à luz."

Sexo e Destino – Francisco Candido Xavier e Waldo Vieira – Álcool
"Detínhamo-nos, curiosos, na inspeção, quando sobreveio o inopinado.
Diante de nós, ambos os desencarnados infelizes, que surpreendêramos à entrada, surgiram de repente, abordaram Cláudio e agiram sem-cerimônia.
Um deles tateou-lhe um dos ombros e gritou, insolente:
— Beber, meu caro, quero beber!
A voz escarnecedora agredia-nos a sensibilidade auditiva. Cláudio, porém, não lhe pescava o mínimo som. Mantinha-se atento à leitura. Inalterável. Contudo, se não possuía tímpanos físicos para qualificar a petição, trazia na cabeça a caixa acústica da mente sintonizada com o apelante.
O assessor inconveniente repetiu a solicitação, algumas vezes, na atitude do hipnotizador que insufla o próprio desejo, reasseverando uma ordem.
O resultado não se fez demorar. Vimos o paciente desviar-se do artigo político em que se entranhava. Ele próprio não explicaria o súbito desinteresse de que se notava acometido pelo editorial que lhe apresara a atenção.
Beber! Beber!...
Cláudio abrigou a sugestão, convicto de que se inclinava para um trago de uísque exclusiva-mente por si.
O pensamento se lhe transmudou, rápido, como a usina cuja corrente se desloca de uma direção para outra, por efeito da nova tomada de força.
Beber, beber!... e a sede de aguardente se lhe articulou na idéia, ganhando forma. A mucosa pituitária se lhe aguçou, como que mais fortemente impregnada do cheiro acre que vagueava no ar.
O assistente malicioso coçou-lhe brandamente os gorgomilos. O pai de Marina sentiu-se apoquentado. Indefinível secura constringia-lhe o laringe. Ansiava tranqüilizar-se.
O amigo sagaz percebeu-lhe a adesão tácita e colou-se a ele. De começo, a carícia leve; depois da carícia agasalhada, o abraço envolvente; e depois do abraço de profundidade, a associação recíproca.
...
Cláudio-homem absorvia o desencarnado, a guisa de sapato que se ajusta ao pé. Fundiram-se os dois, como se morassem eventualmente num só corpo. Altura idêntica. Volume igual.Movimentos sincrônicos. Identificação positiva.
Levantaram-se a um tempo e giraram integralmente incorporados um ao outro, na área estreita, arrebatando o delgado frasco.
Não conseguiria especificar, de minha parte, a quem atribuir o impulso inicial de semelhante gesto, se a Cláudio que admitia a instigação ou se ao obsessor que a propunha.
A talagada rolou através da garganta, que se exprimia por dualidade singular.
Ambos os dipsômanos estalaram a língua de prazer, em ação simultânea.
Desmanchou-se a parelha e Cláudio, desembaraçado, se dispunha a sentar, quando o outro colega, que se mantinha a distância, investiu sobre ele e protestou:
«eu também, eu também quero!
Reavivou-se-lhe no ânimo a sugestão que esmorecia..
Absolutamente passivo diante da incitação que o assaltava, reconstituiu, mecanicamente, a impressão de insaciedade.
Bastou isso e o vampiro, sorridente, apossou-se dele, repetindo-se o fenômeno da conjugação completa."

Sexo e Destino - Alimentação
“Moreira, que não mais me assinalava a presença, instalara-se na cadeira de Cláudio e com Cláudio, de tal modo, que, certo, se alimentava tão claramente quanto ele, através de um dos numerosos processos em que se catalogam as ações da osmose fluidica.”


Tratamento

Outro caso bastante complexo de solução, pois em corpo astral o viciado sofre mais pela abstinência do que quando encarnado, sua angustia não tem o corpo físico para abrandar o impacto das violentas sensações da falta do elemento viciante.

Para se desligar desse tipo de obsessão é necessária muita força de vontade, pois enquanto existir o vício ali estará o irmão obsessor.

Se os irmãos espirituais desligarem o obsessor e o encarnado continuar com seu vício, então outro obsessor se aproximará. Não tem outra opção além de largar o vício.

É por esse motivo que os procedimentos executados pelos irmãos espirituais são lentos e graduais, pois tem como objetivo a recuperação de todos que estão envolvidos.

Sem dúvida nenhuma a mudança tem que se iniciar no espírito encarnado, para aos poucos influenciar seus obsessores. A partir desse momento os instrutores espirituais podem começar a agir e iniciar todo o processo de recuperação do grupo.

Sem a modificação do encarnado a chance de sucesso é quase nula.

Fumo, álcool, sexo e drogas estão entre os vícios que mais arrastam encarnados e desencarnados para o sofrimento, contudo, não são os únicos, qualquer vício está sujeito à obsessão

PAZ ESPIRITUAL

Allan Kardec

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Allan Kardec

Maria de Nazaré NOSSA MÃE

Medite Bem Nisto...

Chico Xavier

Medite Nisto...

JESUS O NOSSO MELHOR AMIGO SEMPRE