sábado, 9 de julho de 2011

Orgulho

Orgulho
O nosso trabalho de prospecção interior é suave, e não podemos nos maldizer ou nos martirizar pelos defeitos que ainda temos. Vamos, então, trazer aos níveis de nossa consciência aquelas manifestações impulsivas que nos dominam de certo modo, e que, progressivamente, desejamos controlar.

As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:

Amor-próprio muito acentuado: contraria-se por pequenos motivos;
Reage explosivarnente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;
Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;
Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;
Menospreza as idéias do próximo;
Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;
Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;
Acha que todos os seus circundantes (familiares e amigos) devem girar em torno de si;
Não admite se humilhar diante de ninguém, achando essa atitude um traço de fraqueza e falta de personalidade;
Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.
A falta de personalidade do orgulhoso supri suas carencias exercendo em querer passar por outra pessoa apenas para satisfazer seu ego.

Compreendemos que o orgulhoso vive numa atmosfera ilusória, de destaque social ou intelectual, criando, assim, barreiras muito densas para penetrar na realidade do seu próprio interior. Na maioria dos casos o orgulho é um mecanismo de defesa para encobrir algum aspecto não aceito de ordem familiar, limitações da sua formação escolar-educacional, ou mesmo o resultado do seu próprio posicionamento diante da sociedade da imagem que escolheu para si mesmo, do papel que deseja desempenhar na vida de “status”.

E preferível nos olharmos de frente, corajosamente, e lutar por nossa melhoria, não naquilo que a sociedade estabeleceu, dentro dos limites transitórios dos bens materiais, mas nas aquisições interiores: os tesouros eternos que “a traça não come nem a ferrugem corrói! “.

Sem comentários:

Enviar um comentário