sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Rui Miguel Barata

Onde começa a nossa vontade e termina a dos outros? Onde desenhar essa linha imaginária nas nossas vidas? Por vezes o que sentimos nem conta muito. Magoa muito mais a incompreensão sobre aquilo que os outros azem e/ou dizem. Não entendemos e por isso pensamos logo que nos estão a desenhar uma linha que nunca deveremos ultrapassar. Aquela linha que nos coloca tão perto do outro mas tão mais longe que parece do outro lado do mundo. A vida ensina-nos a nunca julgar os outros porque nunca sabemos a história toda. Existem pois duas formas de resolver este dilema: ou aceitamos, numa prova de confiança cega e aguardamos pacientemente que tesourem essa linha, ou partimos à procura de outros mundos , deixando apenas a saudade. Corremos riscos, é certo, de deixar ir embora quem afinal mereceria ficar mas a essa inconstância é aquilo a que chamamos VIDA.

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