segunda-feira, 5 de setembro de 2011

r Mónica Brandão

Preciso urgentemente escrever sobre sentimentos e emoções que parecem estar mergulhados num mundo de receios e ficções ameaçadoras. O peso no peito unido a sensação de não liberdade, nos torna incapazes de respirar. Falta ar, falta habilidade para mudar, falta capacidade de reagir, ao mesmo tempo em que se tem vontade de abandonar tudo e todos.
A sensação de abandono envolve nossas experiências, o
nde durante anos construímos uma base emocional e simplesmente, de uma hora para outra, não conseguíssemos mais ter controle sobre ela. A luta é interna e nada superficial. Mergulhamos sombriamente nas crateras fechadas ao longo da nossa existência e somos obrigados a limpa-las, retirando todo o conteúdo, abandonando a “segurança emocional” construída.
Não é como um machucado superficial e visível, que pode ser curado rapidamente e com a certeza do medicamento a ser utilizado. Não há dor física, há sentimento profundo de transformação e somente a compreensão do teor do conteúdo ajudaria no processo de limpeza da alma.
É um período em que nos vemos obrigados a fazer mudanças não desejadas, mas ir contra seria um sofrimento a mais, pois não há saída. Não force a barra, aceite e acredite: “Seja em qualquer área da sua vida, aceite o processo de modificação e aproveite para obter um bom aprendizado”.
Procure se transformar numa pessoa melhor, não acumule sofrimentos e não aceite nada que não esteja de acordo com a sua essência.
Livre-se de tudo que lhe desagrada. Encare perdas importantes como um processo de reciclagem. Nada se perde tudo se renova. Procure viver e reviver, sonhar e re-sonhar, amar e re-amar.
Simplesmente SEJA.

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